Às vezes, escrevo
Coisas estranhas,
Como amar sem interesse,
Sem trocas, barganhas.
        Aí, me entristece
        Ao saber que é utopia,
        Pois a vida é porfia,
        Quem não nota, padece.
 
Às vezes, só leio
Coisas esquisitas,
Como amar interessado,
Aproveitador, parasita,
        Fazer do amor um pecado.
        Pecado amar?
        Curtir? Sonhar?
        Se é a coisa mais bonita?
 
 
Às vezes, me pergunto:
Por que o sentimento
Mais puro e sublime
trás tantos tormentos?
        Nos maltrata e oprime...
        Aí surge a verdade.
        O amor é saudade!
        Renunciá-lo é um crime!
 
 
 
LUIZ GONZAGA DA SILVA
 
 
 
 
Às vezes, pergunto!