\n'; document.write(barra); } } changePage();
Densa mata, fechada, altaneira,
Mal filtrando os raios solares.
Muitos galhos, cipós, trepadeiras,
Grossas árvores parecendo altares.
São as imponentes e nobres Castanheiras
Que fascinam e atraem os olhares.
Os regatos que sulcam as matas,
Assemelham-se ao sistema arterial:
Com seu sangue real, cor de prata,
Conservando o controle ambiental.
Às vezes, desmanchando-se em cascatas,
Fantástico espetáculo ao natural.
Oh, santuário da purificação!
Quem me dera, eu tivesse o poder,
De evitar tanta violação.
E dos abusos te defender,
Alertando com dedicação,
Esforçando-me pra não te perder.
Vou tirar do meu ser, lá do fundo,
O meu grito de protesto e de alerta.
O desabafo de um "NÃO" rotundo,
Para ver se a humanidade desperta.
Pois, se tu és o "Pulmão do Mundo",
Tens que ser preservada, na certa.
Amazônia! Manancial de ar puro,
Um antídoto da cruel poluição.
Porque existes, o planeta é seguro,
Se caíres, virá o caos, a destruição.
Tu preservas o mundo futuro,
Do deserto e da desolação.
Este alerta deveras, é honroso,
É uma voz impulsiva, irrequieta.
Se calar-me sinto-me culposo,
Não serei um moderno profeta.
Peço a Deus, o Todo Poderoso:
Ouça o lamento desse poeta!
LUIZ GONZAGA DA SILVA
AMAZÔNIA