Cadê as matas verdejantes, tão airosas,
Silhuetas majestosas, berço amigo de animais?
Lindas Perobas, Gurucáias, Guaritás,
Hidratados jaracatiás que hoje não existem mais?
 
Os descampados que hoje ilustram minha terra
São resquícios de uma guerra do homem com a natureza:
E o mais forte vence a luta! E o resultado:
Erosão por todo lado. Oh! Meu Deus quanta tristeza!
 
Eu não sou "douto", mas um bom naturalista,
E por ser nacionalista amo esta terra bendita.
Antes a flora do meu Paraná gigante,
Era enorme, extasiante!  Hoje uma triste desdita.
 
Mas vou lutar pra que no Nortão do Mato Grosso
Seja mantido o colosso sagrado do Castanheiro.
Que seu madeiro não venha mais virar tábuas,
Deixando assim de ser mágoa no coração brasileiro!
 
Desmatamento, controlado é necessário.
É invadir um santuário pra tirar o que comer.
Reflita amigo, castanha dá bom dinheiro,
Não derrube o Castanheiro. Deixe-o também viver.
 
Faça sua parte, o resto é com a natureza.
E verá quanta beleza existe aqui na Amazônia.
Seja coerente, inteligente, racional,
Proteja seu Castanhal e jamais terá insônia!
 
LUIZ GONZAGA DA SILVA
Cadê as matas?