É tarde!
As luzes das casas vão se apagando,
A noite sem lua vai se adiantando,
As vozes, aos poucos vão se calando.
Nos próximos minutos,
Só o silêncio e a calma.
Mesmo tarde!
Os boêmios das ruas e botequins não dormem.
Vivem da saudade e no amor se consomem...
É o retrato da angústia num vulto de homem
Que chora cantando,
As tristezas da alma.
Muito tarde!
Enquanto a cidade, na calma adormece,
Enquanto os problemas maiores se esquecem,
E a quietude dormente no silêncio se aquece.
Acentua-se mais o silêncio e a calma.
A partir de agora, a magia dos sonhos...
Mesmo, muito tarde!
As mulheres sofridas dos boêmios não dormem.
Preocupadas, abatidas, aos poucos se consomem.
É o retrato da angústia a espera do homem
Que canta algures, as tristezas da alma.
Para estas, nem a magia dos sonhos.
Pressuponho!
LUIZ GONZAGA DA SILVA